Nossa história
Quase ninguém nunca provou cacau de verdade
O que quase todo mundo chama de chocolate é, em boa parte, açúcar. E o cacau fino da Bahia, disputado por chocolateiros do mundo inteiro, quase nunca chega à mesa de quem mora ao lado de onde ele cresce.
Ele sai daqui em sacas e volta transformado em outra coisa. Por isso nosso trabalho não termina na embalagem pronta — começa quando alguém prova pela primeira vez.

O primeiro contato
Uma colher resolve o que nenhum texto explica
Descrever o sabor não adianta: é preciso sentir o amargor, a acidez, o final que lembra fruta. E cair a ficha de que aquilo ali é a matéria-prima do doce que a gente come desde criança.

Reconhecimento
1º colocado como Expositor Empreendedor na Sealba Show
A Sealba Show é uma das maiores feiras do agronegócio do Nordeste. Na 5ª edição, a Cacau Premium expôs no Mercado Sebrae e ficou em primeiro lugar na categoria Expositor Empreendedor.
“Reconhecendo seu desempenho e espírito empreendedor na condição de 1º colocado na categoria Expositor Empreendedor.”Sebrae · Itabaiana/SE, fevereiro de 2026

Onde a gente está
Feira por feira, uma pessoa de cada vez
Não dá para criar gosto por cacau puro com anúncio. Dá conversando, explicando de onde vem, deixando provar e respondendo à pergunta que sempre aparece: “mas isso é chocolate?”



No ponto de venda
A barraca montada, o cacau servido na hora
Verão, feira de rua, mercado, evento da cidade. Onde a barraca é montada, o cacau deixa de ser embalagem e vira prova: a amêndoa na mão, o nibs na colher, o chocolate quente feito na hora. É o que mais convence quem chega dizendo que não gosta de amargo.

Quem faz
Wegilla Caroline
Conheci o cacau num balcão aqui em Aracaju, no Capitão Cook. Um amigo fazia exatamente o que eu faço hoje: dava cacau puro para quem nunca tinha provado. Experimentei e só queria provar de novo. Ele começou a me ensinar, e o que era curiosidade virou ofício.
Eu vinha da confeitaria, e foi de lá que veio a inquietação: por que o ingrediente principal do doce é sempre o açúcar, e nunca o cacau? Quando a pergunta ficou alta demais para ignorar, eu saí.
Desde 2022 que trabalho com o cacau puro em feiras. Hoje divido o tempo entre a torra em lotes pequenos, o balcão e a estrada — fazendo por outras pessoas o que aquele amigo fez por mim.
De onde vem
Fazenda São José — Itacaré, sul da Bahia

O cacau não vem de “algum lugar da Bahia”. Vem de uma fazenda com nome: a Fazenda São José, em Itacaré, onde o cacaueiro cresce sob a proteção da cabruca — o sistema agroflorestal tradicional do sul da Bahia.
Cabruca é o cacaueiro crescendo sob a sombra da Mata Atlântica original, em vez de substituí-la. O produtor precisa da floresta de pé para o cacau existir: a plantação, em vez de derrubar mata, é o motivo de ela continuar ali. É o que faz da cabruca guardiã da biodiversidade da região.
Colhido o fruto, as sementes são fermentadas e secas em barcaça solar. São cerca de três semanas de processo artesanal até que a semente vire amêndoa de cacau fino — o ponto em que ela chega até nós, para a torra em lotes pequenos.
Prove sem sair de casa
Se você não vai cruzar com a gente numa feira tão cedo, o cacau vai até você.